segunda-feira, 7 de maio de 2012


É uma dorzinha que você conhece bem. Vem te acompanhando já a algum tempo e você reconhece os primeiros sinais quando ela vai atacar, geralmente nos dias chuvosos, frios, bonitos de tão cinzas. Parece uma saudade distante, que nunca adormece totalmente, mas não se faz muito presente, até que você se distrai por um minuto e ela toma conta, forte, cruel, esmagadora. A sensação é de um milhão de agulhas fincadas em seu corpo. A dor da frase feita, dos clichês. Você fecha os olhos, pede baixinho para que vá embora. Ela crispa seus dedos, mexe com seu estômago, mal te deixa respirar. Você sente o coração fraquinho, fraquinho. E enquanto o mundo aproveita um sábado de outono, dividindo cervejas com amigos, gozando sob os cobertores, viajando novas cidades, você chora sozinho no quarto, com a cabeça embaixo do travesseiro, perguntando por que é que com tanta gente no mundo, tinha que ser bem com você. Dói, não passa, e eu não desejo a ninguém: sinusite.


Tyler Bazz

Um comentário:

Jullia A. disse...

eu tava toda romantica, achando que era a saudade, mas aparentemente voce nao 'e o miguilim