segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Upgraded.

Um dia desses eu sonhei que tinha travado, igual a um computador. Estava conversando com alguém na mesa de um restaurante e de repente aconteceu: fisicamente, nada errado, mas meu cérebro não conseguia acessar informação nenhuma e eu só conseguia dizer “Eu travei. Preciso reiniciar.” Era como se eu tivesse executado uma operação ilegal naquele jantar.

Acordei achando graça daquilo e também um pouco puto, porque estava louco para saber como eu reiniciaria. Então comecei a pensar em como seria a vida se a gente funcionasse mais como um computador.

Sexo seria uma mudança certa. Imagina só a situação: você conhece uma pessoa em um bar, conversam, se gostam e terminam a noite no mesmo quarto, mas na hora da coisa realmente rolar você descobre que precisa de um adaptador, ou que ela precisa de um driver que não está instalado. Dá-lhe correr na loja de informática 24 horas. Ou o casal abraçado, ele vira e diz “Amor, posso remover o hardware com segurança?”, e ela “De jeito nenhum! Não enquanto ele ainda estiver hardware.” Ai.

Outras coisas seriam uma maravilha só. Uma roupa que não caiu muito bem em você passaria a ficar ótima depois que você tirasse e vestisse de novo. Poderíamos criar um atalho no trabalho que nos levaria direto para casa e vice-versa, além de alguns atalhos para nossos lugares favoritos e mais visitados, e poderíamos mudar o papel de parede quando não estivéssemos satisfeitos com a cara do dia. Sem contar os sensacionais “Marcar como spam” e “Ficar invisível”, grandes sucessos das relações interpessoais.

É claro que teríamos novos problemas, como as já citadas travadas sem motivo, a incompatibilidade com alguns componentes externos e a necessidade de atualizar os órgãos de tempo em tempo. Mas tudo valeria a pena, afinal poderíamos ignorar perguntas difíceis ou constrangedoras ficando alguns minutos em silêncio e mandando um “desculpa, caí” e, no meu caso quase a realização de um sonho, resolver tudo o que tivéssemos que fazer sem praticamente nenhum contato com outro representante da espécie.

Mas eu fiquei intrigado mesmo quando cheguei à cozinha para tomar o café da manhã. Fui pego num dilema: comer maçãs passaria a ser considerado canibalismo?


Tyler Bazz

8 comentários:

Beatris disse...

Marcar como spam: Eu já faço isso. =p

Varotto disse...

Não quero nem pensar por onde seriam inseridos os pen drives e congêneres...

Tyler Bazz disse...

AVG HAS DETECTED A THREAT!

Marcello disse...

Ia ter gente que ia viver com a memória RAM toda utilizada, e compraria HDs externos pra comer mais. Certeza.

littlemarininha disse...

Fiquei um tempão pensando em um comentário que não fosse idiota, já que gostei pra caramba do post e




























Nossa, foi mal, caí. Do que é que eu tava falando mesmo?

Varotto disse...

Marininha, assim como você eu também fiquei pensando em um comentário que não fosse idiota. Mas ao contrário de você, eu não resisti e acabei fazendo o meu, que, olhando agora, me parece mesmo bem estúpido...

del disse...

E pra assistir algum show ou filme? Ouvir uma música! Seríamos presos? E será que poderíamos imprimir nossas ideias e pensamentos? Que viagem! hahaha acho que dá pra ir loooonge com esse assunto.

PS: Não, você não me conhece. Sou leitora "fantasma" do seu blog. Não gosto de ser assim, mas não sei o que comentar nos seus textos, que são sensacionais! Na insegurança de falar besteiras, acabo preferindo o anonimato. Não pude deixar de indicá-lo no Bonjour Circus!

Beijos

littlemarininha disse...

Varotto, eu ri com o seu comentário e mais ainda com a resposta do Tyler, sério, haha :)