quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Essa coisa de escrever.

Muitos de vocês, ao lerem isso, vão dizer que estou tentando parecer cult ou cool. Na maior parte do tempo eu estou, mas este não é o caso.

A coisa é que hoje em dia, com essa tecnologia toda chegando – de certa forma, tarde, pois já está no cinema e na música há tempos – à literatura, muito se fala sobre os hábitos de leitura das pessoas; audio books, livros em formatos digitais, tablets! Há quem não veja problema e não demore nada em aderir, há quem seja totalmente contra, que goste de pegar o papel, sentir as folhas, cheirar, manter a experiência sensorial de um livro. É tão discutida a forma de consumir literatura que é curioso o fato de que a conversa não chega à maneira como se produz literatura.

Toda essa enrolação para dizer: eu adoro escrever a lápis. Tenho cadernos, uso mais caneta que lápis neles, mas prefiro. Lápis, não lapiseira – não me dou bem com aqueles grafites finos, tenho a mão pesada. Poderia dizer que minha mão esquerda não tem a leveza da poesia, mas sim a força, o peso da prosa; mas além de transbordar pretensão isso seria uma enorme estupidez.

No caderno o texto sai mais fácil, e o barulho do lápis no papel parece um incentivo. Não sei. Talvez aquela página branca do computador seja um pouco intimidadora, toda grande e sem linhas, dá a impressão de que é mais difícil preenchê-la. O caderno pode ser pequeno e é todo riscado, a página vira rápido e a sensação é de que o texto está fluindo super bem – a não ser que você seja desnecessariamente prolixo, mas nesse caso você não se encaixa neste texto, é só leitor dele.

Bom, eu sei que já existem sites na internet imitando sons de chuva, então é possível que haja também um editor de textos que emule um caderninho, com barulho de lápis no papel e tudo. Vou procurar! Até porque não tenho apontador, e a ponta do lápis acabou.


Tyler Bazz

10 comentários:

Natalia Máximo disse...

Fora que tem textos que só saem no papel, né? Já me deparei várias vezes com essa situação: tentar começar um texto no word e não sair da segunda linha, porque sei que ele pertence aos meus cadernos bagunçados.
E ainda não entendo essa coisa com tablets, audiobooks, whatever. Quer coisa melhor que cheiro de livro novo?

Ana Lu disse...

Quando eu estava no 1º ano do ensino médio e resolvi fazer aula de produção de textos, éramos eu e mais 2 amigas. Logo na primeira aula fizemos a maior amizade com a professora. As aulas eram no laboratório de informática, mas um dia, acho que por volta da quarta aula, pedimos pra fazer a aula na biblioteca, escrevendo à mão. Depois dessa, a professora nunca mais quis que voltássemos ao laboratório, pois tinha gostado muito mais dos textos feitos à mão!
Eu também adoro escrever à mão, mas confesso que nunca escrevi pro blog assim, mais pela preguiça de ter que passar tudo pro editor de textos depois do que por qualquer outro motivo. E se você achar esse emule de sons de lápis, por favor, faça a propaganda dele, com certeza terão várias adesões, hahaha.
Beijos

Larissa Bohnenberger disse...

Ahahahahahahahahah!

Ai, Tyler, você não existe!

Mas é verdade sim! Eu não digo o lápis, pois ao contrário de você, aquele barulinho me dá aflição. Dor no dente, sabe, como quando alguém mexe com isopor? Mas também acho muito mais fácil escrever no caderno. Parece que as ideias surgem com mais facilidade. Eu carrego sempre um caderninho comigo, praquelas inspirações repentinas e momentâneas.

Bjs!

Gabriel Leite disse...

Nunca vou te entender.

Pra mim, o que incentiva mesmo é o tec tec do teclado.

Kamilla Barcelos disse...

Nunca me dei bem com lápis, nem caneta; só lapiseira. Há uns 5 anos, tudo que eu queria escrever para o meu blog, eu escrevia primeiro de lapiseira. Com o tempo, ou melhor a falta dele, fez-me aderir de vez ao velho e bom Word.

Jéssica Andrade disse...

primeira vez que visito seu blog, mas com certeza não será a única...

parabens... adorei as coisas que vc escreve!

visite o meu numa brecha que tiver aí! rs

beeijO!

Nih_x disse...

Adoro o "tec tec" do teclado hahaha

Talvez eu tenha perdido a paciência para escrever as coisas no caderno primeiro e depois passar a limpo no computador.

Minha única certeza é a de que eu fazia textos muito melhores na época do papel e lápis.

Lari Reis disse...

Adoro escrever de lápis. Mas somente os textos. Lapiseria e caneta fazem parte do meu dia a dia. Não fosse o fato de que o lápis se "apaga" com o tempo e meu caderno seria assim, em tons de cinza mesmo...

É bem mais interessante escrever no caderno do que no computador. Não é tão fácil ir e voltar no caderno, recriar o texto o tempo inteiro. Acaba que sai mais verdadeiro e menos planejado.

Marina disse...

Eu não sei mais escrever a lápis. Nem caneta. Sou muito lenta para escrever, o lápis não acompanha a linha de raciocínio. Parei de escrever a mão quando comecei a digitar razoavelmente rápido. Agora, me perco totalmente com um lápis na mão e uma página em branco.

Rafael Sette Câmara disse...

Pra ler, prefiro a moda antiga: gosto do contato com o papel, de acumular livros - mesmo alguns que nunca serão lidos novamente - nas estantes do quarto. Mas não tenho essa paixão com o lápis. Acho que minha letra é feia demais pra isso. Prefiro enfrentar a tela em branco do computador.