sexta-feira, 17 de setembro de 2010

15 discos.

Vira e mexe me dá vontade de falar de música aqui no blog, um texto sobre, uma série de posts, qualquer coisa. Mas nunca realmente fiz nada. Primeiro porque queria fazer algo diferente, segundo porque é difícil escrever sobre música sem soar chato. Eu, pelo menos, não sei se consigo não. Agora, porém, me apareceu uma boa desculpa/oportunidade.

O Thomaz me indicou pelo Facebook uma paradinha chamada “15 discos em 15 minutos”. É isso mesmo, você lista 15 discos que lembrar em 15 minutos. Resolvi fazer a lista aqui no blog porque, bem, eu tenho um blog, e vira e mexe me dá vontade de falar de música aqui. Quem também me indicou isso dos 15 discos foi a Deak, essa linda.

Fiz minha lista e resolvi falar uma linha ou outra sobre cada disco, afinal, na minha opinião, eu tenho o melhor gosto musical do mundo e todos vocês deveriam ouvir o que eu ouço. A lista – que pode ser outra daqui a duas semanas – não está em ordem de importância pra mim, nem de preferência. Tentei começar com os clássicos ultraconhecidos e fechar com umas coisas mais minhas (ainda assim, tudo bem longe do underground). Divirtam-se.

The Hellacopters!
(à esquerda, Nick Andersson e seu chapéu legal; à direita, Robert Dahlqvist)


Bob Dylan - Bob Dylan's Greatest Hits
–– Não preciso falar muito, né? Em 67, Deus já tinha ali sua meia dúzia de discos lançados, com tanta, mas tanta música boa, que poderia ter lançado uma coletânea tripla. Esse tem 10 faixas, fica muita coisa de fora, mas quebra o galho legal.

The Rolling Stones – Forty Licks –– Algumas bandas passam a vida tentando fazer uma música de sucesso, uma realmente boa. Os Rolling Stones têm 40 dessas só nesse disco. Chupemos.

Led Zeppelin – Untitled (IV) –– Black Dog, John Paul Jones, Rock and Roll, The Battle of Evermore, Jimmy Page, Stairway to Heaven, Misty Mountain Hop, Robert Plant, Four Sticks, Going to California, When the Levee Breaks, John Bonham.

Guns N’ Roses – Appetite for Destruction –– “Guns? O Axl tá gordo e acabado, e antes disso usava aqueles shortinhos de veado. Mó bosta essa banda.” – Se você é das pessoas que dizem qualquer coisa parecida com isso, vá tomar no seu cu. O Guns foi a última banda monstruosa que surgiu no mundo. Sabia como poucas misturar marketing e, principalmente, músicas absurdamente boas. O Appetite mudou a vida de muita gente, incluindo a minha, e é fácil um dos melhores discos já feitos na história.

Pearl Jam - Ten –– Enquanto o Nirvana se preocupava em aparecer e fazer caretas, o Pearl Jam se preocupava em tocar, e em fazer músicas muito, muito boas. De longe a melhor banda dos grunges, e uma das melhores do mundo. (Antes de ser Pearl Jam, o Pearl Jam foi Temple of the Dog. Ouçam o disco dessa banda, por favor!)

The Black Crowes - Lions –– Sério. Eles são bons demais. Devem ter nascido de alguma orgia do Led Zeppelin no começo dos anos 70. Sério. Se você acha que o bom rock ‘n’ roll não existe mais, que cabelo comprido e alguma psicodelia são coisas que deixaram de existir a décadas, ouça esse disco, de 2001. Se ainda tiver essas opiniões depois, eu desisto de você. Sério.

Forgotten Boys – Stand by the D.A.N.C.E. –– Um disco do caralho feito no Brasil. Os Forgotten Boys nunca vão gravar algo tão bom de novo. Nesse disco eles tentaram fazer músicas em português pela primeira vez – é um pouco estranho, verdade, mas as em português do disco seguinte (Louva-a-deus) são nível SbtD de qualidade. Um dos melhores discos pra dançar sozinho em casa.

Russian Red

Backyard Babies – Stockholm Syndrome –– Minha banda favorita. Meu disco favorito deles. Porrada atrás de porrada, cheio de música boa – pra beber, pra bater cabeça, pra cantar junto, pra qualquer coisa. Suecos.

The Hellacopters – Head Off –– O Hellacopters acabou em 2008. Filhos da puta. Entram no meu top 10 de melhores bandas do mundo, sem brincadeira. Fizeram dois ou três tipos diferentes de rock ‘n’ roll, sempre com uma qualidade absurda. É disco fodido atrás de disco fodido, tocavam bem demais! Tão bem que as outras bandas deles são boas demais também (pesquisem). Antes de acabar, resolveram lançar esse disco de covers, bandas que, segundo eles, “todo mundo deveria conhecer”. É sensacional. Demais. Não dá pra explicar. Suecos.

Thunder Express – Republic Disgrace –– Thunder Express é a banda do Robert Dahlqvist, ex-guitarrista do Hellacopters. Puta banda! Tem dois discos ótimos, difícil parar de ouvir. Existe “outra banda”, chamada Dundertåget, que é essa banda, tocando algumas das mesmas músicas, mas em sueco. Eu acho bem legal. Sim, suecos.

Imperial State Electric – Imperial State Electric –– Suecos, suecos, suecos. O Nick Andersson, cantor do Hellacopters – que tocava bateria no Entombed e toca no The Solution) – montou essa banda e gravou o melhor disco de 2010. Garanto. Não dá pra parar de ouvir.

Russian Red – I Love Your Glasses –– Ela é espanhola, canta em inglês, é linda, canta bem, tem músicas ótimas e fecha o disco com uma versão toda dela de Girls Just Wanna Have Fun. No youtube rola um vídeo dela cantando Let it Be dos Beatles, e olha... a menina é boa, viu.

The Wave Pictures – Puncture My Pride –– É um trio inglês um pouco diferente das outras coisas que ouço normalmente. Conheci sem querer – a moça que trabalhava no bar do barco-hostel em que me hospedei em Estocolmo não parava de ouvir. É tão, tão, tão bom, que já serviu de pano de fundo pra declaração de amor por aqui. A discografia deles é meio confusa pra mim, achei esse disco em algum lugar e indico porque tem boa parte das músicas que eu mais gosto deles. (Eles têm um disco de covers do Bruce Springsteen que é bom demais.)

Danko Jones – Below the Belt –– Power trio canadense. Power! Banda doente de boa, com músicas e discos sensacionais. Esse foi lançado em 2010 e eu já ouvi milhões de vezes. Muito do caralho mesmo. Vale a pena ver o clipe de Full of Regret, com participação do Lemmy, do Motorhead, e do Elijah Wood.

The Soundtrack of Our Lives
(um dos melhores nomes de bandas da história)

The Soundtrack of Our Lives – Behind the Music
–– Eles são da Suécia e por muitos anos eu conheci só de nome. Ouvi pela primeira vez quando estava na Espanha e não parei mais. A banda é maravilhosa, a discografia toda é boa, o vocalista é gordo. Esse disco é fantástico, cheio de músicas ótimas, com uma puta cara de anos 70 que é praticamente garantia de qualidade. Como sempre viajava ouvindo ele, pra mim tem cheiro de aeroporto, de avião, de viagem. Dá até saudade.

* Bonus track (pessoal mais experiente, vale isso em listas, não vale?):
Cardigans – Super Extra Gravity Banda super gostosa de ouvir, principalmente pela voz da linda, linda, linda Nina Persson. Com certeza todo mundo conhece Lovefool e My Favourite Game. Nenhuma das duas está nesse disco, mas tem tanta coisa boa nele que duvido que elas façam falta.


Tyler Bazz

7 comentários:

Thomaz disse...

Boa, TAYLOR.

Varotto disse...

Bom, se eu for falar de música aqui, não paro até o Natal, mas valem alguns comentários.

Não conheço, ou só conheço de nome metade (principalmente, a última metade, do que você citou.

Em relação ao GnR, concordo com a importância do primeiro álbum. Foi lançado quando eu tinha uns dezessete anos e só de falar nele, me lembro do sentimento de escutar "My Michelle" abrindo o disco para a avalanche de pancadas que vinham depois. Tudo bem que me lembra também das 5.234.198 vezes que tive de escutar "Sweet child of mine", que é uma puta música, mas depois que você passa da 2.987.234a vez, começa a enjoar um pouco.

O "Ten", do Pearl Jam, é muito duca e, recentemente comprei a versão em vinil deluxe comemorativa dos quase 20 anos de lançamento.

Quanto ao Temple of the Dog, acho que você se expressou mal. Não é que o Pearl Jam tenha sido o Temple... antes, na verdade o TotD foi uma mistura entre Soundgarden e Pearl Jam, montada para homenagear um amigo falecido. Mas as duas "bandas mãe" (Pearl Jam e Soundgarden) já existiam. E apesar de "Temple of the Dog" ter sido lançado uns poucos meses antes do "Ten", ele só veio realmente à tona depois da banda de Vedder alcançar o sucesso.

Black Crowes também é duca e, recentemente, comprei o novo Croweology (com versões acústicas de sucessos da banda), em CD e vinil, na Amazon, mas ainda não chegaram para mim. Você já escutou esse?

o Zepp IV, no geral, nem é meu disco preferido da banda, mas é muito bom e de importância astronômica para a música popular do século XX.

Quanto ao Dylan, apesar de reconhecer o papel e a importância do cara, e heresias à parte, eu não curto muito. Até gosto de certas músicas, mas não é exatamente o tipo de coisa que me move.

Sou um cara muito mais de Beatles, que acho muito (muito mesmo) mais completos musicalmente do que os Stones. Mas também gosto da banda dos velhinhos que não desistem e, apesar de achá-los muito mais limitados musicalmente, acho que eles fazem aquele "pouco" muito bem.

Enfim, temos de conversar melhor sobre isso destroçando umas carnes no Degas (só eu que vou ficar pentelhando o Gordon com essa idéia?!?).

Tyler Bazz disse...

Varotto,

Era isso que eu queria dizer sobre o Temple of the Dog, mas pra resumir em meia linha e deixar a indicação, foi aquilo ali mesmo :DD

Ainda não ouvi o último dos Black Crowes, deve estar demais!

Concordo em relação a Beatles e Stones. Beatles é muito, muuuuuuito mais banda. Mas não consigo abrir mão dos Stones, principalmente na hora de encaixar, numa lista de discos, um de 40 músicas hehehe..

Não vou nem comentar o Dylan. aUHAhuaHUA

Ana disse...

Que lindo, vc colocou Super Extra Gravity do Cardigans! <3

Bárbara Ribeiro disse...

Bem undergroud pra mim. Conheço 6 bandas. Vou tentar algumas e ver se vc tem mesmo o melhor gosto musical do mundo.

George Marques disse...

Valeu, já estou fazendo uma nova playlist.

Peterson Quadros disse...

Li ontem e saí a cata de alguns nomes que eu nao conhecia...Sou meio preso ao passado, como por exemplo: Bob Dylan!
Esses Forgotten Boys sao realmente excelentes, passei a escutá-los hoje...Agora vou buscar na casa de um amigo alguma coisa sobre o Thunder Express, outr ahora relato a experiencia... Obrigado!